Tamanho XL

Posted: 18 de Abril de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

As malas e as mulheres são quase as melhoras amigas (quase pois primeiramente existe o melhor amigo sapato). Contudo a maioria das mulheres não se contenta com a bela da pochete mas sim com a maior mala que encontra na loja.

 Para nós, mulheres, o tamanho conta e é por isso que mala que é mala tem de ser o maior possível e claro, tem de ter a capacidade de acumular metade da nossa tralha (a que chamamos carinhosamente de “objectos úteis”).

A mala de uma mulher é um autêntico artefacto. Aos olhos de MacGyver tal quantidade de objectos representaria mais do que uma ajuda na invenção de uma bomba atómica.

 Quem duvida disto é porque nunca se deu ao trabalho de espreitar para dentro de uma – são canetas, blocos, telemóvel, chaves, batons, pinças, perfume, maquilhagem, cremes, algumas peças de roupa, o belo do pensinho higiénico e claro, a carteira (também ela XL).

Alguns homens perguntam-se: “Porque é que elas andam sempre com malas tão grandes se depois demoram meia hora a encontrar uma simples chave?” Lamento desiludi-los mas confesso que essa deve ser uma das perguntas que nos fazemos mentalmente a nós próprias sempre que estamos a vasculhar a mala em busca de algo e nos vem parar às mãos tudo, menos aquilo que procuramos.

 Contudo os homens vão-se questionando acerca de tal detalhe mas esquecem-se muitas vezes que é graças às malas XL que ainda temos espaço para lhes guardar a carteira, o telemóvel e as chaves.

Nós, mulheres, vivemos felizes desta forma – insistindo e argumentando a quem se atrever a duvidar do prático que é ter uma mala tamanho XL, esquecendo-nos constantemente que de nada nos serve ter todos os “objectos úteis” no seu interior se sempre que os pretendemos obter demoramos mais de meia hora até encontrá-los.

As coisas estão lá, é preciso é ter calma e saber procurá-las (dizemos para nós mesmas enquanto coramos com os nervos por querermos uma simples chave e nos vir parar à mão o telemóvel).

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Paulo Fut(u)re e o negócio da China

Posted: 2 de Abril de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

Já não se passava nada que prendesse a atenção do português a algum tempo e, como tal, nada melhor que numa semana só, termos o chamado “ dois em um”. Primeiro foi a demissão de Sócrates e logo de seguida, a hilariante conferência de imprensa dada por Paulo Futre –  Director Desportivo de Dias Ferreira, candidato à presidência do Sporting.

Era mesmo disto que estávamos a precisar! Depois da saída de Sócrates e de Portugal estar cada vez mais afundado e em vias de levar com o FMI, nada melhor que um pouco de comédia para animar a malta.

A conferência de Paulo Futre (ou deverei dizer: Future?) tem sido dos vídeos mais vistos no youtube e digo-vos já que, o que mais fica no ouvido são as seguintes declarações: “Nós não temos o Ronaldo, mas temos o Chinês!” e, “Virão charters com 400 ou 500 chineses para verem os jogos do clube”.

Em defesa de Futre podemos referir os clubes que vão à China (exemplo do Manchester e Barcelona) que recebem muito dinheiro não só pelo seu prestígio mas também pelas suas grandes vedetas, ou seja, nada tem a ver com a nacionalidade dos seus jogadores.

Depois da dita conferência de imprensa dada por Futre, não restam dúvidas de que o homem é um empreendedor! Eu própria admito vislumbrar um jogo do Sporting com 2 golos (no mínimo) marcados pelo chinês e o estádio de Alvalade a servir crepes no intervalo dos jogos!

O Dias Ferreira pode ser um homem muito conhecedor do futebol Português mas a sua candidatura estragou-se depois do “negócio da China” elaborado por Futre.

Ainda assim e, apesar do mesmo não ter ganho o lugar na presidência do clube leonino, não restam dúvidas que o projecto elaborado por Futre foi mais ambicioso que qualquer outra candidatura presidencial.

 

Fetiche masculino

Posted: 21 de Março de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

Porque é que a maioria dos homens gosta de se fantasiar de mulher no carnaval?

Carnaval que é carnaval tem de ter homens mascarados de mulher. Nesse dia é vê-los de mini-saias, collants de vidro e até rendadas, sapatos de salto alto e claro, o belo do top a mostrar os pêlos do umbigo.

Tal fetiche masculino remonta-me para uma conversa que tive em tempos com um simpático taxista, que enquanto conversava comigo a propósito de (segundo ele), as miúdas de agora trocarem de companheiro como quem troca de meias, se sai com um: “Fazem elas bem! Eu cá se fosse mulher, era uma grande maluca”.  

Ao ouvir isto, lembrei-me­­ das vezes em que já ouvi este tipo de palavras proferidas pelo sexo masculino – a tão famosa frase: “ se eu fosse mulher era uma grande maluca”.

Espanta-me que muitos dos homens que o digam, tenham filhas e no entanto não desejam que as mesmas partilhem de tal ideologia, não vá a maluquice pegar moda e as miúdas começarem a gostar.

Também me fascina o facto de, uma vez questionados, a maioria dos homens afirmar que não tenciona casar com as ditas malucas mas sim, com alguém mais respeitável e que dê para apresentar aos pais sem indícios de mínima represália.

Isto leva-me a pensar: Mau! Então se eles fossem mulheres eram umas grandes malucas mas, no entanto, sendo eles homens só querem as ditas malucas para dar umas voltinhas e não para uma vida a longo prazo?

Há algo aqui não bate certo. De qualquer forma, tranquiliza-me saber que estes fetiches não passam disso mesmo, ou então as “certinhas” com quem casar entrariam em vias de extinção.

Reportagem Carnavalesca: Época de pré folia

Posted: 6 de Março de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

 Em plena rua de Santarém, são várias as crianças que desfilam exibindo as suas máscaras. Patos, tigres, os habituais palhaços, vikings e até mesmo polícias, são alguns dos disfarces que podem ser vistos enquanto estes palmo e meio de 3, 4 e 5 anos desfilam.

Embora ainda não seja o dia oficial de carnaval, no caso das escolas e jardins-de-infância este desfile de pré festividade anuncia-se sempre dias antes.

Há cor espalhada por todo o lado tornando a cidade num género de paleta de tons coloridos, disposta a alegrar o dia e as caras que curiosamente observam “os mascarados”.

A diversidade é tanta que torna-se difícil de admirar detalhadamente um só disfarce. Que o diga uma das educadoras de infância, que, apesar do seu ar cansado ainda arranja tempo e fôlego para organizar os seus meninos em pleno desfile. Ora recolhe um viking, ora chama um pato, ora volta a formar os pares, gritando para que todos façam o “comboio”. O grito é quase surdo, ou não fosse o facto de a algazarra atenuar qualquer outro tipo de som que não o dos apitos e cornetas carnavalescas.

Alzira Dias, uma das comerciais que observa o aparato, salienta que “ é uma graça ver estes pequenos tão felizes com algo que para nós é um simples desfile de carnaval”. Já António Matias, que observa o mesmo de um sítio mais recatado, ressalta que “ este desfile é uma tradição e é bom que esta não se perca”, apontando seguidamente orgulhoso para uma das crianças disfarçada de polícia e dizendo com os olhos brilhantes, “ é a minha netinha”.

Ao longo das ruas cada mascarado desfila deixando a sua imaginação fluir de acordo com o disfarce que exibe. Através dos variados disfarces, é perceptível que o viking faz questão de exibir a sua barba postiça, possivelmente achando que esta impõe respeito e medo ao adversário, o pato por sua vez emite o som característico enquanto marcha e os polícias tornam-se pequenas autoridades a brotarem do interior das suas fardas.

O desfile segue pelas ruas, havendo pausas para as tradicionais fotos. Finaliza em frente da Igreja da Graça, em pleno centro histórico da cidade. É aqui, que a vivacidade inicial dá lugar a birras, queixumes e vários danos na maioria dos disfarces. Um dos “patos” caminha agora sem o bico de cartolina que até aqui o caracterizava.

Sentado na escadaria da Igreja, de braços cruzados e avistando o vazio, está um dos vikings sem o seu chapéu. O motivo de tal sossego deve-se ao facto de ter sido repreendido pela sua educadora. Ao olharmos para o ar zangado da mesma é fácil perceber o motivo. Esta encontra-se com o chapéu do pequeno viking na mão, repleto de mazelas e sujidade.

Passados cinco minutos o pequeno, ainda de braços cruzados, altera a sua expressão e o seu amuo desaparece como que por magia. Levanta-se ao ver o sinal que a educadora lhe faz e depressa se junta ao seu par, para que todas as crianças ali presentes, se possam distribuir ao longo da escadaria e tirar a fotografia final.

Ainda a assumirem as suas posições de modo a que os pequenos mascarados se mantenham sossegados, estão as restantes educadoras e auxiliares, que demonstram bastante calma e paciência. Helena Dias que trabalha como educadora a apenas dois anos, comenta com uma das auxiliares que “ é sempre difícil manter estas crianças calmas e serenas, mas nestas épocas, o esforço para tal ainda é mais árduo”.

São vários os fotógrafos que cercam a Igreja. Cada um deles tenta a todo o custo encontrar o melhor ângulo para que a folia fique bem registada. Um dos destacados para eternizar tal momento, após ter descoberto o seu ângulo ideal, ainda tem tempo para voltar atrás e ir buscar um boné de polícia que voa da cabeça de uma das crianças.

Os flashes começam a ser disparados. Focam não só sorrisos de contentamento, como também algumas bocas abertas denunciando cansaço. E como Carnaval que é Carnaval não existe sem música, educadoras e crianças presenteiam Santarém cantarolando o seguinte, “ os três palhacinhos não querem fazer mal, só querem brincar porque é Carnaval”.

No final da actuação sucedem-se os aplausos que parecem não ter fim. É de entre este “público” que surgem avós, mães e pais comovidos com a prestação das suas pequenas estrelas.

A confusão e a multidão que ali se juntou começam a esmorecer a pouco e pouco. O largo da Igreja fica assim desimpedido e tudo volta ao normal. Restam somente as serpentinas e os balões para relembrar que o Carnaval está a chegar.

 

O dia dos encalhados

Posted: 19 de Fevereiro de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

Quem inventou o dia dos namorados esqueceu-se dos encalhados. Também se esqueceu de como é irritante estarmos sozinhos e depararmo-nos com montras recheadas de corações, poemas românticos e promessas de amor.

Para todos os irados que já desejaram apedrejar as montras deste dia e para os mesmos que nesta mesma altura se barricam em casa a atacar os chocolates como forma de suprimirem as carências afectivas de que são vítimas, fiquem sabendo que a culpa é do Padre Valentim.

E perguntam vocês: quem? Ora aqui vai: Valentim foi um padre condenado à morte pelo facto de se ter casado em segredo.

Contudo, enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha cega de um guarda e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão.

Antes de falecer (a 14 de Fevereiro), Valentim escreveu uma mensagem de despedida à sua amada, na qual assinava como “Seu Namorado”.

Ou seja, é graças ao Valentim que neste dia meloso muitas pessoas deprimem, sentem vontade de atacar qualquer casal de namorados que se aproxime e claro, emanam uma ira desmedida por tudo o que envolva corações e juras de amor.

Todavia, para os casais este dia não poderia ser melhor. Podem até brigar o ano inteiro mas, chegando esta data tão especial, é vê-los qual protótipo de casal perfeito e inabalável, por isso nem se lembram que o dia dos namorados pode ser imperfeito para os encalhados, afinal de contas, com a desgraçada dos outros estamos nós bem.

 

Simplicidade feminina

Posted: 5 de Fevereiro de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

Há quem ache que as mulheres são complexas. Eu diria mais que por baixo da nossa suposta complexidade, existe uma simplicidade. Para vos mostrar o mesmo, coloco-vos a seguinte questão: porque é que nós (mulheres) abrirmos a boca de cada vez que metemos rímel nas pestanas?

Sabemos que toda a cara tem músculos e que sempre que espirramos fechamos os olhos. Porquê? Porque é este mesmo reflexo de os fechar que nos ajuda a proteger a zona lacrimal e vasos sanguíneos das bactérias expelidas no espirro. E no caso de abrirmos a boca sempre que pintamos os olhos? Porque será?

Para os leitores masculinos é óbvio que a resposta a tal acto involuntário seria: “Porque as mulheres nunca fecham a boca de maneira nenhuma!” Felizmente, para as leitoras é algo compreensível quando se é mulher (principalmente para aquelas que já deram consigo ao espelho a ponderarem: “Que raio, mas porque abro a boca sempre que pinto os olhos?”

A todas as que se têm vindo a questionar acerca disto, aqui vai a verdadeira resposta: abrindo a boca contraímos os músculos da cara, logo, os olhos ficam mais abertos (o que facilita a colocação do rímel).

É verdade amigas, é tão simples quanto isto! Lamento se desiludi aquelas que pensavam que a beleza ao espelho era tanta que até a boca se abria involuntariamente de espanto ou, aquelas que julgaram que a mesma se abria para aparar algum bocado de rimel sêco que caísse.

Quem disse que éramos complexas estava enganado.  Afinal, a nossa suposta “complexidade feminina” aparentemente dificil de descodificar, uma vez bem estudada traduz-se numa simplicidade que só nós (mulheres) possuímos.

Rotulados

Posted: 21 de Janeiro de 2011 by Filipa Coelho in Uncategorized

Quando escolhemos a nossa profissão, fazemo-lo por vários motivos: ou porque gostamos e é o que sempre sonhámos fazer, ou porque é o que dá dinheiro, ou porque é o que tem mais saída no mercado de trabalho.

 Todavia esquecemo-nos que ao escolhermos o nosso futuro profissional, ficamos rotulados. Assim, o David mecânico será sempre mecânico e engane-se quem pensa que este tem folgas (isso é um mito).

Há profissões onde se torna complicado separar a pessoa (como um simples individuo) do seu trabalho diário. Que o diga o Manuel electricista que sempre que sai aos fins-de-semana, leva com um ou dois indivíduos que aproveitam para saber se a campainha lá de casa tem arranjo, ou a Ana, que amaldiçoa o dia em que tirou fisioterapia e que mesmo fora do local e horário de trabalho é contemplada com pedidos de massagens.

Quem também sofre com este tipo de situações é o Vasco, que como é consultor financeiro, leva com os amigos lá em casa a sondarem-no se há ou não hipóteses de obterem um crédito para aquela mota nova que tanto desejam.

Contudo, de todas as profissões sem folga, há um que se destaca e que não se consegue abstrair minimamente da profissão que escolheu, nem em dias de folga! O médico. Sabemos bem que médico que é médico não tem descanso.

Médico que é médico não se livra de sair para ir jantar fora e levar com um amigo ou conhecido, que entre o “Olá, como vai a vida?” se sai com um: “Oh Doutor, agora apareceram-me aqui umas dores na zona lombar. O que será? Que me aconselha?”

Porque será que nos é difícil focar somente na pessoa e esquecer o que esta faz? Porque será tão complicado conseguirmos falar com o José mecânico, sem aproveitar para saber quanto custam umas pastilhas novas para o carro?

Às vezes torna-se difícil perceber que tanto o Manuel electricista, como a Ana fisioterapeuta também têm as suas folgas e que, fora do horário de trabalho, tudo o que desejam é ser simplesmente eles próprios, sem conselhos sobre campainhas ou pedidos de massagens.