Archive for the ‘Poesia[abstracto]’ Category

contento(-me)

Posted: 23 de Janeiro de 2010 by bar0na in Poesia[abstracto], Saudades Infinitas, Tu.

CONTENTO-me por não sentir

MAS sei que estou a mentir

NÃO a ti, não a nós,

MAS a mim…

VIVER fechada em angústias

A querer curar a alma

COM o mais poderoso veneno

QUE é a mentira do não sentir

QUE é saber e não querer fugir

QUE é rosnar, mas adorar

GOSTAR é querer sentir

QUERER sentir para gostar

MAS gostar leva a emoções

E dessas eu quero escapar

UMA mão num rosto

LEVE passagem no cabelo

O tal arrepio na espinha

E o meu corpo é todo dele

MÃOS suadas em volta da cintura

CARÍCIAS no pescoço

BEIJOS longos e profundos

QUE fazem vibrar todo o corpo

RECORDAÇÕES é bom tempo

BOM tempo de recordações

QUANDO éramos só tu e eu

SEM ninguém ao redor

SENTIR as ondas de calor

ARREPIOS gélidos de prazer

GOTA de suor no rosto

QUASE de fazer gemer.

BEM agarrada e firme

ERA assim que me sentia

E o teu olhar nu e cru

LOGO me desmentia

NÃO passa de uma noite

QUE se repete todos os dias

CRISES e ciúmes…

ISSO são tudo mentiras!

O simples perguntar

A réstea no olhar

O lindo murmurar

A tua boca no meu ouvido

NESSAS noites perdidas

ACABAMOS no quente da cama

E só nessa altura

ELE diz que me ama

RESPONDE-se com olhares

E tudo volta à mesma cadeia

É um circulo viciado

APANHASTE-me na tua teia!

Anúncios

Eu aqui.

Posted: 15 de Outubro de 2009 by nambp in Poesia[abstracto], Uncategorized
Etiquetas:, ,

Eu aqui.
Aqui sentado nesta pedra.
Nesta pedra fria e cinzenta.
Cinzenta como a minha vida.
Cinzenta como a minha vida que não tem grande futuro.
Futuro frio e sem grandes perspectivas.
Sem grandes perspectivas porque estou sem ti.
Sim, sem ti. Tu por quem o meu coração bate.
Tu por quem eu sofro.
Tu por onde todos os caminhos do meu pensamento vão sempre dar.
Tu que és fria para mim como esta pedra onde me sento.
Onde me sento a pensar em ti.
No que estarás a fazer.
Com quem estarás.
Se pensarás em mim.

E será que tu sabes que eu existo?

Acho que não.
Passas por mim como se eu fosse invisível.
Como se eu não existisse.
Mas mesmo assim o meu coração bate por ti.
Bate quando te vejo.
Bate quando oiço a tua voz.
Bate quando oiço o teu nome.
Bate quando o meu pensamento chega a ti.
Mas um dia de, tanto ele bater, ele irá parar.
Parar de bater quando te vejo.
Parar de bater quando oiço a tua voz.
Parar de bater quando oiço o teu nome.

Um dia tu serás tão insignificante para mim como eu sou para ti.
E nesse dia mesmo que repares em mim já não valerá a pena pois o meu coração já terá parado.
Parado só para ti, pois ele continuará a bater por outra pessoa que o mereça.
Tu nunca mereceste o meu coração.

Eu aqui.
Aqui sentado nesta pedra.
Nesta pedra fria e cinzenta.
Irei te esquecer e seguir com a minha vida.

Autoria: Nambp

Saudades Infinitas*

Posted: 21 de Setembro de 2009 by bar0na in Dedicatórias*, Poesia[abstracto], Saudades Infinitas

Sinto aquela falta,
A falta da ansiedade
A ansiedade de te ver,beijo
A ansiedade de te ter.
um pensamento ,
um arrepio…
Melhor dizendo
um calafrio.
A lágrima cai,
Ou pelo menos quer cair
Ao pensar no que se passou
O que se poderia ter passado…
Mas era óbvio
Mais tarde ou mais cedo
O “nós” acabaria.
Eu não quis que fosse assim
Mas assim o fiz
Por isso, assim o mereço!
Agora sinto a falta do teu toque,
Do teu cheiro,
Das tuas palavras,
Do teu sorriso…
Mas o tempo não volta atrás
E nem há tempo para recuperar o passado…
tempo para o (re)viver
Pois o passado é um conjunto de recordações.
Mas se não há tempo para recuperar o passado,
Porque haverá tempo para o (re)lembrar?
Quero seguir a vida em frente
Vou seguir a vida em frente
Mas torna-se complicado querer viver um futuro
Sem que te traga do passado para o presente.
“I wanna wake up where you are”
E esta é sem dúvida a pior das verdades!
Quero acordar onde ‘tás,
Quero acordar ao teu lado,
Quero morar ao teu lado,
Quero viver ao teu lado,
Quero ficar ao teu lado…(!)

 

Assinado: Barona

Tu.

Posted: 26 de Maio de 2009 by bar0na in Dedicatórias*, Duetos, Poesia[abstracto], Tu., Uncategorized

 

Deixa o vento entrar

Deixa a brisa permanecer

Pela janela da liberdade

Pelo portão das ambiguidades

Que depois de muito passar

E grandes guerras batalhar,

Eu consigo reconhecer o teu ar,

Diferente dos antigos nostálgicos

Á minha respiração.

É muito característico

E é isso que me faz brilhar

E brilho, brilho, brilho…

Até o resto da noite durar.

E é assim que recebo as tuas cartas,

Prosas e poesias escritas numa tinta

Permanente de incertezas.

As cartas que insistem em não falar

E só me deixam sonhar,

Sonhar com a hora que me vou encontrar contigo,

Sonhar com a altura que te hei-de beijar,

Sonhar com os milésimos de segundo

Em que me enlaças de forma digna.

Logo depois acordo,

A realidade ’tá a chamar.

Aí noto que o vento se torna seco

E as nuvens mais negras,

E tudo começa a sufocar-me,

O meu entendimento adormece

E só penso em ti,

Nas estrelas, no mar

Nas praias, nos jardins,

Nos planaltos, na neve…

Penso em como gostava de te fazer feliz.

Penso no que gostava que acontecesse.

Pois, eu querer… Quero o infinito

Mas tu metes-me limites,

Barreiras maior que muralhas,

Barreiras intransponíveis

Altas e largas…

Que eu quero passar por cima.

Falta-me a força,

Falta-me a vontade,

Falta-me o teu beijo

Para me reanimar de sentidos,

Para voltar a levantar-me…

Ainda não abriste bem o coração

Para deixar a minha paixão penetrar-te.

Eu ando à toa porque sonho de olhos abertos

Ando à toa porque sonho contigo!

 

Bar0na & Dyr elL. 09

O Vértice redondo

Posted: 8 de Novembro de 2008 by Dê Cê ÉL in Poesia[abstracto]

A vida não passa de um nada por moldar

Uma história por narrar

Experiências por amar

Um prisma por desenhar

 

 

 

Andamos muitas vezes às avessas

Em busca de coragem e conquistas

E tentamos ordenar a confusão em gavetas

Com lupas nos olhos mirando quaisquer pistas

 

Dizem que querer é poder

E que poder é vencer

Se queres, tornas tudo no que quiseres

Toda a obra de arte começa pelo mais feio esboço

 

 

dreams

Às vezes sonhar por si só já é uma dádiva

Muitos são os que nem sonhos têm como preces

Ou ilusões como mácula

Por isso sonha,

Já é sinal que tens uma meta

Com cores palpáveis

E nada o futuro te veta,

Se tens ilusões, é porque existes

E queres mais existir a possuir.

 

Redondo é todo este nosso planeta azul

Vasta é toda a perspectiva de navegação

Por mares ou continentes desconhecidos, mas apetecidos

Longos são os pensamentos que querem ser postos em acções

Mundos por achar, seres que são esquecidos

Poliedros que aleijam

Vozes novas que arquejam

Ideais sedentos de serem, vividos

 

Cubos, vêem de vários quadrados

Paralelepípedos, da junção destes com rectangulos

Piramides, desses primeiros com triangulos

Têm todos sempre algo em comum,

Vértices, vértices

Ponteagudos mas não menos intensos,

Que caminhos de esferas e circunferências

 

Um ponto meramente só

É justa e unicamente isso

Com mais uma linha, é uma recta

Agora duas unidas em sentidos contrários,

Formam um cume, como que um ponto em comum

Nada se faz com pouco suor

E uma linha forma algo mais poderoso acompanhada por outra,

Do que uma linha que existe solitária

Tornam união em vértices

Ora redondos, ora de estrondos

Ora que salientam doçura,

E que picam.