Archive for the ‘Musica’ Category

Homenagem

Posted: 16 de Março de 2010 by bar0na in Dedicatórias*, Musica, notícias, Uncategorized
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LEMBRO-me bem como e quando te conheci: foi no dia 12 de Maio de 2007, quando foste actuar com o Sam The Kid à Semana Académica de Faro. Quem nos apresentou foi o Reko, e desde o primeiro minuto desenvolvemos uma empatia que, mais tarde, evoluiu para uma amizade.
VOLTEI a ver-te quando actuaste dia 26 de Abril de 2008, na Semana Académica de Loulé. Pensei que já não me conhecesses, mas tu, sabendo que sou grande fã do Sam, fizeste-me subir ao palco e cantar a “Sofia“… As minhas pernas tremiam. E quando a música fizeste questão que eu ficasse em palco convosco; e ainda vieste ao pé de mim e partilhaste o teu microfone para cantar contigo “Poetas de Karaoke“.
AI, essa foi a melhor noite da minha vida, e tu estavas presente! Fomos todos para o backstage onde fumámos e bebemos, sempre a rir e sorrir! Ainda tenho uma garrafa de água que o Sam me deu, e que não partilhei com ninguém! 😀
A seguir fomos para o Blackjack, em Vilamoura. Diverti-me bastante convosco, e nessa noite devo ter gasto cerca de 70/80€, mas acredita que valeu a pena.
SEMPRE que ias a Faro telefonavas-me a avisar… Ainda nos encontrámos na baixa de Faro umas quantas vezes… Nunca esqueces-te o meu nome, e nunca me encaraste sem um sorriso na cara.
TINHAS um sorriso sincero, e sempre que nos encontrávamos ficávamos eternidades a falar. Nunca deitaste culpas a outros por erros do passado, sempre os assumiste.
AS nossas conversas iam desde o campo pessoal ao profissional, da cultura ao sexo, de preceitos a preconceitos. Nunca houve nenhum assunto em que te mantivesses calado!
LEMBRO-me agora do concerto em Albufeira:
– Já vens «chular» bebida né barona?
– Oh, é só para provar, a ver se não tem veneno!
RIMOS muito!
NUNCA tiveste problema algum em dizer-me quando achavas que eu estava a agir mal… Sinceramente, não sei o que te deu na cabeça para não parares na operação STOP. Essa brincadeira tirou-te a vida!
HOJE choro por ti, mas na memória ficam os risos estridentes, as brincadeiras, as trocas de insultos parvos, as chamadas telefónicas em que me ria infinitamente, porque eu sei o teu tipo de mulher 😀 só tu perceberias esta última parte, mas como já cá não estás, morre contigo e comigo.
OBRIGADO por tudo, tudo mesmo!
GUARDO na minha memória o teu sorriso, as tuas tranças maravilha e os teus óculos magníficos!:D
QUE saudades vais deixar, não só como amigo, mas como grande contributo ao movimento do hip-hop português. Estavas a evoluir muito e recordo-me de como fiquei orgulhosa de ti quando ouvi a tua música com o Regula no Kara Davis vol.2!
DESDE então não tive oportunidade de te dar os parabéns . Deixo-tos agora.

ESTA é a minha homenagem para ti, Snake, a cobra da minha vida!
R.I.P. 😥 16/03/10

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Semanas Académicas

Posted: 29 de Maio de 2009 by hortelapimenta in Musica, notícias

       

Tiesto na S.A. de Faro

Tiesto na S.A. de Faro

       Dia sete de Maio. Entre sorrisos e conversas levianas, soavam gritos académicos, a tradicional guitarra portuguesa e as vozes que a acompanhavam. Um grupo de finalistas chora desenfreadamente, abraçam-se apercebendo-se que termina ali uma fase importantissima da sua vida. É dificil manter o silêncio (que se vai cantar o fado) pedido, no meio de tanta agitação.Verdes Anos, na minha opinião foi esta a canção que mais marcou este acontecimento, uma melodia simples e melancólica que reflecte facilmente a essência portuguesa.

       Dia oito, o dia foi qualquer coisa de diferente do habitual. A companhia foi inesperada e calorosa. Não entrámos no recinto muito cedo – Por volta da uma da manhã. Ainda estavam a tocar os Slimmy – Uma voz muito alternativa e com bom timbre – Deu tempo para ir à barraca do meu curso arranjar umas boas bebidas à borla. A noite estava quente – o Algarve já assim é característico – E encontrava amigos que já não via há imenso tempo. Conversava, assistia a situações hilariantes como colegas meus de curso em figuras menos próprias de não sobriedade. O famoso Dj Tiesto era anunciado e eu já entrava em frenesim, visto já o ouvir desde 1999. Não parava de dançar, o calor aumentava e até sem t-shirt fiquei – cómico, eu sei (risos). o meu amigo Vitor do lado direito a sentir a musica entrar-lhe pela alma, abraçando-se a ele mesmo e seguindo o evoluir dos tons daquela energética musica electronica. Pena terem sido somente duas horas. Houve gente que não gostou, pois o Dj não passou muitas das já famosas musicas – Sou a favor da variabilidade de som, pois um dj tem de saber inovar constantemente, pois se passa todas as musicas em todos os eventos creio que poderá acabar um pouco doido ou algo do género. Um clima fantástico, uma noite fantástica e super especial. Para o ano há mais.

   

Blasted Mechanism

Blasted Mechanism

       Dia treze, Blasted Mechanism, Kumpania Algazarra e Olive Tree Dance. Uma combinação única de ritmos melodica e instrumentalmente muito diversificados. Os Kumpania foram os primeiros: uma fanfarra que mete toda a gente a dançar, sem excepção. Temas como Wild Zone e SuperCali fizeram vibrar todo o recinto. De seguida passou-se ao palco Rua (uma das melhores rádios portuguesas – Rua Fm 102.7) os Olive Tree Dance, num ambiente bem mais calmo abençoaram-nos com as suas energias tribais. Para finalizar tocaram os Blasted Mechanism, já sem Karkov, o novo vocalista acompanha-lhes o ritmo mas ainda se notam algumas falhas.  Mas mesmo assim foi um óptimo espetáculo que contou com a participação dos Kumpania Algazarra e do Renato dos Olive Tree Dance. Até um cãozito que por lá andava perdido teve direito a assistir, ao colo de um dos espectadores, na primeira fila. São estes pequenos pormenores que transmitem um bem-estar, uma descontracção, aquela empatia pelo que nos rodeia que é tão característica de eventos culturais como estas maravilhosas semanas académicas.

       

 

 

 

Queima das fitas Coimbra

Queima das fitas Coimbra

A Queima das Fitas de Coimbra decorreu entre umnove de Maio e por ela passaram artistas nacionais e internacionais como Xutos e Pontapés, Morcheeba, Blasted Mechanism, Brand Carlile, Buraka Som Sistema e Patrice.
Apesar do frio noturno a multidão não se deixou intimidar e recebeu de braços abertos Brandi Carlile, dançou calorosamente ao som de Buraka Som Sistema, e pulou com a energia frenética de Patrice.
A noite dos 110 anos de Queima das Fitas foi festejada ao som de Kumpanhia Algazarra e Tara Perdida, seguida de uma actuação inédita de Cool Hipnoise, Jorge Palma, Lúcia Moniz, Sérgio Godinho e Boss AC (por esta ordem de entrada cantaram cerca de 3 músicas cada um e a junção final na música ‘Princesa’ de Boss AC). Simplesmente fenomenal!

       

 

 

 

Queima das fitas do Porto

Queima das fitas do Porto

         Ano de 2009, início de Maio. Como de habitual, a queima saiu à rua na cidade Invicta Portuense… Vestiram-se de preto e aí vão eles para a, já protagonista destas noites, monumental Serenata Académica. Ao som das músicas caloiros, doutores, finalistas… Abraçam-se, deslumbram-se com a primeira vez, deixam-se embalar e comovem-se… Como se fosse o início do começo e o início do fim… Mas eis que a semana académica é inaugurada…

Seguranças à porta, seguranças no recinto, tudo muito bem controlado e assegurado… Chegamos ao queimódromo… No início da noite tudo é calmo e tranquilo, só se ouve a banda convidada e ao longe se vê o palco, já rodeado de estudantes e pessoas anónimas… Vamos entrando pela noite e… ora encontramos uma pessoa conhecida num lado ora no outro, sorriem e oferecem bebidas… É um aglomerado de noites de diversão mas há que ser moderado para não cair nos braços desconfortáveis do INEM… Porque nos divertimos a beber e não bebendo, o que interessa mesmo é dar umas boas gargalhadas e passar um bom tempo consciente daquilo que nos vamos querer recordar mais tarde para partilharmos com tudo e todos… Houve a curiosidade de ter ocorrido um enorme apagão durante o concerto. Não foi – felizmente – um grave problema para mim, visto estar já sentada.

       Foram assim os testemunhos dos quatro enviados especiais nas três diferentes Semanas Académicas na edição deste ano de 2009. São eles Raquel Ceriz e Diogo Leal (Algarve), Patrícia Barão (Coimbra) e Ana Luísa Pinto (Porto). Esperemos que tenha sido do vosso agrado. Grata, toda a equipa do Vértice

Consumindo …

Posted: 22 de Maio de 2009 by Dê Cê ÉL in Consumindo . . ., Musica

 

 

Amália

Amália

 Hoje

 

 

Tracklist

1 – Fado Português
2 – Grito
3 – Gaivota
4 – Nome de Rua
5 – Formiga Bossa Nova
6 – Medo
7 – Abandono
8 – L’Important c’est la Rose
9 – Foi Deus

Um tributo àquela que para muitos é considerada a maior voz de sempre de Portugal. Já tenho o CD. É qualquer coisa de simplesmente incrivél e arrepiante. Já é o segundo post que coloco sobre este maravilhoso projecto e não me canso de o publicitar. Sónia Tavares não podia ser a pessoa mais indicada para rescuscitar de novo uma voz imortal. Deleitem-se e viagem num mundo de harmonia portuguesa.

Amália Hoje – A Gaivota

Posted: 21 de Maio de 2009 by Dê Cê ÉL in Mesa de mistura virtual, Musica, notícias

Vi a inauguração do projecto em directo nos globos de ouro de 2008 – Fiquei simplesmente arrepiado de agrado.

Já gostava antes dos Gift, Sónia Tavares tem um vozeirão daqueles mesmo. E Os Moonspell encaixam que nem uma luva.

Aqui fica o single deste projecto intitulado “Amália Hoje” – A Gaivota.

 

Simplesmente genial. Então para quem já segue os Gift como eu – 😀

Do melhor. Espero que partilhem da mesma opinião.

cartaz_sa09_web

Os nomes do último dia, 16 de maio, da semana académica do Algarve já são conhecidos por fonte segura e são agora aqui revelados no Vértice. Depois do mito de Bob sinclair e do grande problema que gerou à associação académica da Ualg, Os nomes são sonantes e cumpriram os meus desejos, na área electrónica. São eles o dj português mais enfadonho de sempre, o olhanense Pete Tha Zouk e também na mesma noite os 2 Many DJs. Vai ser, sem duvida alguma, uma noite para bem se disfrutar (pelo menos para mim). Embora não ache um grande nome da electrónica, pois prefiro muito mais o enorme Dj Vibe, a noite não peca pelo desinteresse do Tha Zouk, porque os 2 Many são estupendos em live act, já os vi no porto acompanhados por voz e foi no minimo algo sublime. Como prometido a mensagem foi revelada, aproveitem e dancem – Muito.

2 Many DJs

2 Many DJs

Pete Tha Zouk

Pete Tha Zouk

Nest post irei fazer uma fusão das duas rubricas mencionadas. Fica aqui um hipotético best of que eu editaria com uma compilação de grandes e intemporais exitos da musica mundial. Espero que gostem. Cinquenta faixas, mas são poucas as que estão, faltam sempre algumas…

“B.E(ri)st of all-time music by deejay Dyr elL”

CD I

01 – Cirque du soleil – Alegria

02 – Ornatos Violeta – Capitão romance

03- Abba – Hasta Mañana

04 – Lucie Silvas – Nothing else matters

05 – Joana Perez – Unintended (cover muse)

06 – Air suply – Can’t fight this feeling

07 – America – You can do magic

08 – Madonna – Frozen

09 – Justin Timberlake – What goes around…Comes around

10 – Queen – Who wants to live forever

11 – Paramore – Misery business

12 – Avenged sevenfold – I won’t see you tonight

13 – Nelly furtado – All good things (come to an end)

14 – Jimmi hendrix – Little wing

15 – Carlos Santana – Maria

16 – Gnr – Quero que tudo vá para o inferno

17 – Vanessa Carlton – Twilight

18 – Ana johnsson – Don’t cry for pain

19 – Madredeus – Barca da fantasia

20 – Jason Mraz – Life is wonderful

21 – Linkin Park – In Pieces

22 – Lou Reed – Walk on the wild side

23 – Amy Winehouse – You Know I’m no good

24- America – Jody

245- The Rolling Stones – Angie

 

CD II

01 – Frank Sinatra – My way

02 – João pedro pais – Ninguém é de ninguém

03 – Pedro abrunhosa – Quem me leva os meus fantasmas

04 – Paulo Gonzo – So do I

05 – Marilyn Manson – The Beautiful People

06 – Seether – Gift

07 – Whitin temptation – Angels

08 – Tiesto – Just be

09 – Queen – You take my breath away

10 – John Lennon – Imagine

11 – Beatles – The Long and Winding road

12 – Diana krall – The boy from ipanema

13 – Massive attack – Teardrop

14 – Justin timberlake feat. Black Eyed Peas – Where is the love

15 – Beatles – Yesterday

16 – Queen – Love of my life

17 – Bob marley – Stir it up

18 – Jsaon mraz – Lucky (feat. Colbie caillat)

19 – Yiruma – Love me

20 – Mozart – Greensleves

21 – Queen – Somebody to love

22 – Simple Plan – Crazy (acustic version)

 23 – Amy Whinehouse – Tears dry on their own

24 – America – I need you (live act)

25 – Deep Purple – Smoke on the water

Seria deveras um sonho, não seria? 😉

House Music. Musica ou Barulho? – Jornal “O Canudo”

Posted: 22 de Novembro de 2008 by Dê Cê ÉL in Musica, Opiniões

— Aqui fica o artigo original do meu primeiro artigo, este de opinião, sobre um dos meus temas favoritos, House Music, para o Jornal Universitário “O Canudo”. Espero que gostem, aparecerá na próxima edição do mesmo. —

Para uns, o melhor de todos os géneros musicais, para outros, o mais grotesco. Muito boa gente ainda associa este ambíguo estilo musical a “música de feiras populares”, dirigida para os drogados ou aborrecida e muito repetitiva. Ora bem, toda a música o poderá ser, dependendo do modo como é produzida e do número de vezes que é ouvida, não está relacionado com o estilo musical, mas sim como é preparada. É obvio que se uma faixa de música electrónica tem mais que cinco ou seis loops longos na mesma sequência de tempo, tal tornar-se-á enfadonho e no mínimo enervante para quem a está a ouvir. Todos gostamos de variedade, mas este tipo de aspectos também se verificam em todas as outras variantes da música, o caso mais explícito disso mesmo é a grande repetição vocal ocorrente na música pimba. No que toca a ser denominada circunstancialmente por musica “de feiras populares”, é um facto que é o estilo que mais se ouve neste tipo de eventos, mas veja-se porquê, ora a musica serve para animar as pessoas, para as cativar e motivar melhores e mais harmoniosos estados de espírito, logo, se vamos andar num carrossel, convém que não passe musica rock ou clássica como som ambiente. O mesmo se passa nas lojas comerciais. Quando se vai a Pull and Bear ou à Springfield, também se ouve muito chill house como plano de fundo, o que chama as pessoas. É tudo uma questão de marketing e não deveria ter esse rótulo pejorativo. O mesmo se vai aplicar quando se fala das famosas raves e do excessivo consumo e tráfico de estupefacientes, para além dos comas alcoólicos e da violência muitas vezes gerada.

Quando numa conversa banal de grupo se fala de House, vai-se lá saber porquê, as pessoas associam sempre esta variante como musica para os “pastilhados”. Vai de novo ao ponto inicial, o ser monótona, que para se desfrutar e aguentar bem toda a noite ate de manha, é necessário algo que não somente a boa disposição. Outra coisa que é discutível, pois embora as drogas sejam presença assídua nessas festas, notando-se o aroma a distancia curta, não é por consumi-las e beber até cair, ou mesmo armar desacatos inóspitos com os outros em redor, que nos torna necessariamente a festa melhor, sendo na maioria dos casos exactamente o contrário. Tem tudo a ver com a forma como se sente a música, o que ela nos faz sentir e expressar, quem precisa de uma dose de haxixe ou de uma pastilha de “MD” nesses momentos, é porque não consegue decifrar a priori todos os encantos deste espantoso mundo electrónico. Já dizia uma das músicas que Eddie Amador produziu, que “nem toda a gente consegue compreender a música House, é relativo à alma, é algo espiritual e corporal”.

A House music, desde a sua criação, em meados dos anos oitenta, até os dias correntes, tem continuado de forma exponencial a mover multidões para ver aquele dj famoso actuar ou aquela festa inédita na cidade. Para além de ser dos negócios mais atractivos e lucrativos para se investir, pois a vida nocturna, embora trabalhosa é imensamente produtiva em termos de facturação.

O que torna esta variante da dance music tão bonita é a possibilidade de transformar qualquer faixa que conheçamos naquilo que quisermos, onde e como quisermos. Aqui pode-se aplicar a famosa citação de Lavoisier, pois na House music, “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” no que o nosso livre arbítrio bem desejar. Quem gosta de música clássica também gosta de house, porque ambas nos levam a momentos de êxtase para lá do explicável.