Archive for the ‘excertos.’ Category

A dança da comunicação

Posted: 16 de Maio de 2009 by Dê Cê ÉL in Crónicas, excertos.

                                                                                                                                              

       Comunicar é vida, é emoção, é respirar e fluir intenções. Seja de que forma for, verbal ou não, através de sons, de posturas ou de gestos, a comunicação é fonte de significados.

Saber expressar-se correctamente é uma virtude. Quando se comunica verbalmente com alguém, devemo-nos expressar pausadamente e com firmeza na voz, esta não deve ser em tom alto – poderei assustar e incomodar alguém – nem demasiado baixo, pois corro o risco de não ser ouvido ou de ser mal interpretado nas ideias que tenciono transmitir.

Devemos comunicar sem hesitações, independentemente de estarmos correctos e convictos das nossas afirmações e pontos de vista, poderemos até ter dúvidas, mas qualquer que seja a situação, não devemos atropelar as palavras. Sabermo-nos expressar com clareza, dando “espaço” na conversa a quem nos ouve, também deve ser considerado. Não se deve ”bombardear” o interlocutor com excessiva informação, mas apenas a necessária para dar sempre oportunidade ao outro de também se expressar.

            A par da comunicação verbal existe a não verbal, nomeadamente, a postura do corpo – não se deve estar encolhido nem demasiado relaxado e descontraído, mas sim com uma postura direita e, preferencialmente, sem cruzar as pernas e os braços ou esconder as mãos. A cabeça deve estar ligeiramente inclinada, de forma a demonstrar que estamos atentos à informação que estamos a receber. Além disso, o espaço entre aquele que fala e o que ouve não deve ser demasiado longe nem perto, mas o suficientemente aceitável. Obviamente que quando estamos com pessoas mais próximas, a proximidade é maior mas mesmo nessas situações, não falamos com o “nariz colado” nos outros, há sempre uma distância a ser considerada.

            Uma outra regra na arte de bem nos sabermos expressar é não gesticular de forma muito repentina ou rápida, pois, mais uma vez, inclinamo-nos para o risco de assustar quem nos ouve. Os gestos são um complemento da expressão verbal assim como o olhar. Devemos olhar nos olhos do receptor, mas com pequenos desvios no olhar, não fixando a pessoa. Comunicar com alguém que desvia ou que perde constantemente o olhar em outros focos, demonstra falta de atenção e de interesse. Pequenos gestos ou um só gesto é revelador ao ponto de prescindir qualquer palavra. Diz-se que os olhos são o espelho da alma, assim, quem olha nos olhos dos outros está com atenção, demonstra que não tem medo nem que se esconde algo.

            Por fim e não menos importante, é saber dizer e como dizer o que queremos transmitir, isto é, devemos sempre saber dizer para que não se firam susceptibilidades, nem se agrida a dignidade do outro. O uso de variadas ferramentas linguísticas, tais como os recursos estilísticos, verbos, adjectivos ou advérbios dá maior ou menor relevância ao que se quer dizer, quando, como, onde e com quem se quer dizer.

            Em suma, na dança da comunicação, na linguagem entre o emissor e o receptor, seja com os sons, os gestos ou os olhos, o importante é fazer chegar ao outro a informação de forma harmoniosa, lúcida e clarividente. Comunicar é socializar, ser-se assertivo (conjunto de atitudes e comportamentos que permitem ao indivíduo afirmar-se social e profissionalmente sem violar os direitos dos demais) e é compreender o que os outros querem dizer com o que dizem.

 

Diog0 Costa Leal & Ciana. 2009

[Trabalho efectuado para a cadeira de Técnicas de expressão verbal]

O passado e os desgostos

Posted: 6 de Maio de 2009 by Dê Cê ÉL in Crónicas, Ditos, excertos.

                   mao-com-sangue                                                                                                           

                “Ele não volta mais, apesar de integrar o nosso ser para sempre, biológica, física e mentalmente. Errámos, desaproveitámos oportunidades, não alcançámos os nossos objectivos, não fomos persistentes nem regulares nem seguimos os nossos planos. Aprendemos por erro e tentativa, desacreditamos e acreditamos em nós próprios, e às vezes, só em nós próprios – contra ventos e marés, persuasões e influenciados por alguém. Falhámos, fracassámos e frustraram-se os nossos desejos e sonhos, mas lutámos e persistimos, sobrevivemos – arrependidos ou não, por nossos pensamentos, palavras e actos/omissões.sozinho

                Sozinhos poderíamos ter mudado o mundo ou pelo menos os que nos rodeiam ou os que nos são mais queridos, conseguimo-lo ou não. Uma vida pode fazer toda a diferença – ou não. Mas podemos influenciar os outros e talvez o mundo e a vida, pois um Homem não é uma ilha, são os outros que nos legitimam socialmente, mas nunca devemos deixar de acreditar em nós próprios, devemos ter fé e nunca desistir de viver, aconteça o que acontecer.

                O passado está cheio de desgostos, pela perda de um pai amado, que soube dar o exemplo numa morte digna, também a de um irmão na flor da idade e a de um amigo de infância, um tio-irmão. Imposições da vida que são inaceitáveis para quem não a conhece e com o passar dos anos já se conformam com as leis da mesma, e de cada desaire, de cada sofrimento ou perda, saímos mais fortes e vamos conhecendo o inevitável até aceitarmos a vida como ela é: injusta e cruel, mas ao mesmo tempo bela e radiante de vida, alegria e felicidade. E queremos viver, lutar e sobreviver, apesar de tudo e contra todos, se necessário for.”

Manuel da Costa, 2009 (participação especial)

                        Texto reescrito de cartas passadas, endereçadas a um ente querido, sobre variados temas pragmáticos. 

Mankind is no Island

Posted: 4 de Maio de 2009 by Dê Cê ÉL in excertos., notícias, Uncategorized

Para os cinéfilos e não só… Vale a pena “gastar” 3 minutos da vida de cada um de nós.

Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos atrás em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. O vencedor do ano passado foi este filme totalmente filmado com telemóvel. O seu orçamento foi de aproximadamente 30 euros!  vejam… E Sintam o poder de tamanha mas significativa simplicidade.

By: Jason Van Genderen

Por fim coloco um excerto de John Donne, que visionei no sitio do youtube onde estava o video:

“No man is an island entire of itself; every man
is a piece of the continent, a part of the main;
if a clod be washed away by the sea, Europe
is the less, as well as if a promontory were, as
well as any manner of thy friends or of thine
own were; any man’s death diminishes me,
because I am involved in mankind.
And therefore never send to know for whom
the bell tolls; it tolls for thee. “

Uniquissidade – Parte II

Posted: 1 de Abril de 2009 by Dê Cê ÉL in excertos., Opiniões

“Por sermos biliões neste mundo, o que quer que nós tenhamos pensado, é provável que alguém já o tenha pensado também, e se tivermos sido os primeiros, nos segundos seguintes alguém também o terá pensado.

Quem viaja, rapidamente repara como, embora diferentes, no fundo somos todos muito incrivelmente parecidos, no entanto é muito normal sentir-mo-nos únicos e especiais. Este sentimento ficou “hard-wired” no nosso cérebro, e continua lá depois de muitos anos de evolução.

Sentir-se único trás vantagens à sobrevivência. Ao sentir-mo-nos especiais, vamos dar mais valor a nós, que a uma outra pessoa desconhecida, e vamos ter tendência a fazer mais por nós que pelos outros (porque somos especiais). Há alguns milhões de anos atrás, isto pode ter ajudado muitos individuos, em prejuízo de outros que não se tinham em tanta conta.

Esta sentimento de ser único, não é mais que um dos muitos mecanismos que ficaram do nosso passado evolutivo. E como qualquer destes mecanismos, a partir do momento em que temos consciência deles, em vez de sermos “controlados” por eles, podemos decidir se queremos segui-los ou não.” – Por Terebi-kun

 

Como é sabido, este blogue tem uma enorme interacção com o público e com os seus leitores e comentadores. Com as suas citicas visamos evoluir mais e melhor ao longo dos dias, sendo que aproveitamos as mais constructivas para continuá-las num outro post mais elaborado.

Há umas semanas atrás, coloquei aqui um post intitulado “Uniquissidade”, em que comentava, de um prisma unica e exclusivamente pessoal a minha visão da palavra “Unico” e tudo o que a mesma engloba. Tivemos dois comentários nesse artigo, em que um deles fora o acima indicado, pelo que lhe respondo, visto toda a equipa ter gostado das suas argumentações.

Ora segundo o leitor, tudo em que pensamos já foi previamente pensado ou segundos depois também. Pois bem meu caro, tenho que discordar em parte. É um facto, como é incrivel o espanto com que fico quando penso em coisas qeu creio serem únicas, até ao momento em que descubro que já foram criadas por outrem. Num destes dias, estava a ouvir uma sonante música do meu guitarrista de eleição, Carlos Santana, de seu nome “Jingo” e comecei a magicar fazer uma nova versão, de cariz eléctónico. Passadas semanas nos meus downloads musicais deparo-me, por mero acaso do destino que já um grande Deejay já o havia feito, o que me desmoralizou um pouco, embora a minha criatividade me levasse para ritmos totalmente diferentes e mais elaborados que essa faixa que ouvi remisturada. Então agora deixo-te uma questão, que rétorica ou não é a seguinte: Por eu ter pensado em criar outra versão desta música, embora ela já tenha sido editada por outras pessoas, mas sendo a minha versão diferente das demais, isso não fa´ra dela unica?

O que quero aqui dizer é que a uniquissidade das coisas não está na ideia primordial ser original mas sim as suas finalizações. Uma coisa não é unica se for pensada somente por uma individualidade, mas sim se for criada primeiro pela mesma. O Homem que criou a roda foi unico na história de toda a humanidade, pois embora alguém tenha imaginado a mesma ideia, só o real criador ficou conhecido pela sua autenticidade, um sinónimo do que é ou faz tudo o que é único.

Agora passando para o globo social, é óbvio que só chamamos de “especial” a alguém quando essa pessoa nos significa algo de bom, algo de produtivo, não querendo dizer que esse indivíduo é unico no sentido de só pensar coisas que ninguém pensa.

Acredito que eu agora estou neste preciso instante a debater ideias sobre este tema e que ao mesmo tempo alguém o faz, mas de outra forma, oral ou até na mesma, o que não deixa de dar o mérito e valor “único” ao que faço.

Quando se corre uma maratona, só a pessoa que corta a mete se torna “unica” entre todas as restantes, pois há um elemento ou característica que está só presente naquela pessoa e que diferencia dos presentes nas outras. Embora se efectuem muitas corridas sempre com a mesma meta, o vencedor é sempre “unicamente” um, em todas elas.

Assim termino, por agora. Querendo novamente mais criticas enriquecedoras, pos só assim valerá a pena uma patrte “III”.