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Dia mundial da criança.

Posted: 1 de Junho de 2009 by Dê Cê ÉL in Crónicas, Dia mundial da criança, Dias mundiais

O BomO menos bom

 

 

O melhor do mundo

 

 

 

 

 

            

 

 

               Dia da criança….Porquê? Haverá necessidade da existência de tal dia para que os pais tomem conhecimento da importância das crianças?

                Para nós este é um dia muito infeliz que nos mostra a fraqueza humana para compreender os outros. Se estes dias existem, eles são nada mais do que o resultado de experiencias negativas, e neste caso o dia da criança vai de encontro aos maus tratos, violações, exploração infantil entre os demais problemas da nossa sociedade ocidental. A sociedade ocidental em certa forma está “podre”, e que melhor forma de transmitir isso aos cidadãos senão com os demais dias mundiais?

                Muitos destes dias mantêm-se no nosso quotidiano não só apenas por tradição, mas para que ninguém se esqueça de que nem sempre as coisas foram tal como são. Numa época onde está (infelizmente) em voga todos os desumanos massacres que vão desde a pedofilia, tráfico de órgãos e de pessoas (incluindo as jovens crianças) até aos não menos importantes usos precoces de substâncias nocivas, como a droga e o álcool em consumo não muito próprio. Já vi crianças escondidas atrás da paragem do metro fumando um cigarro como que a fumar droga, todos cheios de mania, como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo. São estes os valores que se devem incutir nos filhos? São estes os valores com que a nossa sociedade nacional e além fronteiras está a evoluir?! O que diria Darwin, Freud, Fernando Peça, Mahatma Gandhi, Chez Guevara ou a Madre Teresa?! Sem querer parecer sarcástico com os nomes que enunciei, quero dizer mais uma vez a célebre máxima de que as crianças são “o nosso futuro” e a nossa imortalidade enquanto ADN e células diferenciais que todos nós somos.Baloiço

                Por outro lado, nem tudo está a esmorecer. Há também coisas boas a enaltecer, tais como a importância enorme que é a infância para o crescimento e formação como pessoas e adultos que seremos no futuro. Quem não se lembra dos miminhos parvos e bons que foram as séries televisivas que nos acompanharam nas criancices corriqueiras da juventude? Quem se esqueceu dos jogos da apanhada, do esconde-esconde, do quarto escuro, o bate pé, a cabra cega, o macaco de imitação, as cantaroladas em grupo junto á fogueira, os pontapés na bola em pleno bairro, com a baliza como garagem e os paralelos como terreno de jogo. Enfim, uma panóplia de coisas que nos acompanham no nosso saco de experiencia viva. Neste dia internacional os professores “obrigavam-nos” a fazer desenhos, nessas datas as aulas eram mais “ligeiras”, recordo-me de os meus pais e avós me darem sempre uma lembrancinha em brinquedo ou monetária, inclusive os padrinhos. De passeios pelo jardim de São Lázaro na Invicta até á Alameda de Faro. OS carnavais em que me mascarei de Batman ou vampiro. Como eu me divertia a ver o Pokémon, as navegantes da lua, os filmes intemporais da Disney (quando não aparecia a Lindsay Lohan), as brincadeiras no escorrega dos vários jardins. Lembro-me com toda a exactidão de em criança ir às praias algarvias e fartava-me de comer areia – achava-lhe piada. Os meus pais em bebé colocavam-me a ouvir música clássica e talvez por isso mesmo hoje tenha criado um incontornável gosto por toda a música (não a divido em géneros, divido-a em qualidade). É isto que torna as crianças na melhor coisa do mundo. Elas conseguem ser do mais puro, verdadeiro, inocente e criativo possível. Um dia serei deveras um pai babado, sem duvida. Todos têmos uma criança enorme dentro de nós e talvez isso ainda nos faça mais maduros por vezes.

               Concluindo de uma forma pouco ortodoxa digo que esta é apenas a minha modesta opinião, e cada um é livre de concordar ou não. Que todos os pais antes de dar uma estalada aos seus filhos pensem duas, três vezes. Sou a favor do castigo e não de tareias. Dêem mimo infinito aos vossos filhos, doseado com conversas abertas e participem nas actividades deles. Só assim haverá a relação parental na sua verdadeira acepção – Para a vida.

 

 

João Guerreiro & Diogo Costa Leal. 09