Archive for the ‘Dias mundiais’ Category

Hoje, como noutro dia qualquer, pessoas nascem, outras falecem. Hoje, como noutro dia qualquer faz também anos que alguém nasceu ou morreu. Fora estes dados comuns de qualquer dia do ano, hoje é também assinalado o Dia Internacional das pessoas com deficiência. Foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) a 1998 com o propósito de enaltecer a protecção dos direitos, dignidade, benefícios de integridade e bem estar a toda e qualquer pessoa portadora de deficiência.

Felizmente a cada dia que passa são criadas novas medidas que mobilizem de melhor forma uma vida melhor para pessoas com deficiências, recentemente sabe-se que agora as pessoas cegas já podem escolher a cor da roupa e acessórios que desejam comprar, através da leitura em Braile. Agrada-me ver nas grandes superfícies comerciais a existência de rampas e elevadores para pessoas de mobilidade reduzida, assim como felicito-me em saber que os aparelhos auditivos estão cada vez mais desenvolvidos. No entanto há coisas que também me preocupam, o preconceito da palavra “deficiente”. Infelizmente, desde que nascemos até nos formarmos como adultos, da infância, adolescência até à velhice, descriminação e crueldade são conceitos muito presentes na sociedade humana. Quando alguém vê uma pessoa especial, portadora seja de que deficiência for, há muito o afastamento dela, a exclusão de alguém somente pela aparência e isso não é nada positivo, isto está, por exemplo,  muito latente na falta de empregabilidade para estas pessoas. Lembrem-se que de hoje para amanhã a vossa vida pode pura e simplesmente girar 180º e o vosso vida tornar-se-ia muito difícil, ainda mais se formos enxovalhados pelos outros. Somos todos Seres Humanos, Digam “Não” à discriminação e um alto “Sim” à igualdade entre todos.

Dia mundial da criança.

Posted: 1 de Junho de 2009 by Dê Cê ÉL in Crónicas, Dia mundial da criança, Dias mundiais

O BomO menos bom

 

 

O melhor do mundo

 

 

 

 

 

            

 

 

               Dia da criança….Porquê? Haverá necessidade da existência de tal dia para que os pais tomem conhecimento da importância das crianças?

                Para nós este é um dia muito infeliz que nos mostra a fraqueza humana para compreender os outros. Se estes dias existem, eles são nada mais do que o resultado de experiencias negativas, e neste caso o dia da criança vai de encontro aos maus tratos, violações, exploração infantil entre os demais problemas da nossa sociedade ocidental. A sociedade ocidental em certa forma está “podre”, e que melhor forma de transmitir isso aos cidadãos senão com os demais dias mundiais?

                Muitos destes dias mantêm-se no nosso quotidiano não só apenas por tradição, mas para que ninguém se esqueça de que nem sempre as coisas foram tal como são. Numa época onde está (infelizmente) em voga todos os desumanos massacres que vão desde a pedofilia, tráfico de órgãos e de pessoas (incluindo as jovens crianças) até aos não menos importantes usos precoces de substâncias nocivas, como a droga e o álcool em consumo não muito próprio. Já vi crianças escondidas atrás da paragem do metro fumando um cigarro como que a fumar droga, todos cheios de mania, como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo. São estes os valores que se devem incutir nos filhos? São estes os valores com que a nossa sociedade nacional e além fronteiras está a evoluir?! O que diria Darwin, Freud, Fernando Peça, Mahatma Gandhi, Chez Guevara ou a Madre Teresa?! Sem querer parecer sarcástico com os nomes que enunciei, quero dizer mais uma vez a célebre máxima de que as crianças são “o nosso futuro” e a nossa imortalidade enquanto ADN e células diferenciais que todos nós somos.Baloiço

                Por outro lado, nem tudo está a esmorecer. Há também coisas boas a enaltecer, tais como a importância enorme que é a infância para o crescimento e formação como pessoas e adultos que seremos no futuro. Quem não se lembra dos miminhos parvos e bons que foram as séries televisivas que nos acompanharam nas criancices corriqueiras da juventude? Quem se esqueceu dos jogos da apanhada, do esconde-esconde, do quarto escuro, o bate pé, a cabra cega, o macaco de imitação, as cantaroladas em grupo junto á fogueira, os pontapés na bola em pleno bairro, com a baliza como garagem e os paralelos como terreno de jogo. Enfim, uma panóplia de coisas que nos acompanham no nosso saco de experiencia viva. Neste dia internacional os professores “obrigavam-nos” a fazer desenhos, nessas datas as aulas eram mais “ligeiras”, recordo-me de os meus pais e avós me darem sempre uma lembrancinha em brinquedo ou monetária, inclusive os padrinhos. De passeios pelo jardim de São Lázaro na Invicta até á Alameda de Faro. OS carnavais em que me mascarei de Batman ou vampiro. Como eu me divertia a ver o Pokémon, as navegantes da lua, os filmes intemporais da Disney (quando não aparecia a Lindsay Lohan), as brincadeiras no escorrega dos vários jardins. Lembro-me com toda a exactidão de em criança ir às praias algarvias e fartava-me de comer areia – achava-lhe piada. Os meus pais em bebé colocavam-me a ouvir música clássica e talvez por isso mesmo hoje tenha criado um incontornável gosto por toda a música (não a divido em géneros, divido-a em qualidade). É isto que torna as crianças na melhor coisa do mundo. Elas conseguem ser do mais puro, verdadeiro, inocente e criativo possível. Um dia serei deveras um pai babado, sem duvida. Todos têmos uma criança enorme dentro de nós e talvez isso ainda nos faça mais maduros por vezes.

               Concluindo de uma forma pouco ortodoxa digo que esta é apenas a minha modesta opinião, e cada um é livre de concordar ou não. Que todos os pais antes de dar uma estalada aos seus filhos pensem duas, três vezes. Sou a favor do castigo e não de tareias. Dêem mimo infinito aos vossos filhos, doseado com conversas abertas e participem nas actividades deles. Só assim haverá a relação parental na sua verdadeira acepção – Para a vida.

 

 

João Guerreiro & Diogo Costa Leal. 09

photo07

SOU um bocado suspeita para falar deste dia, visto que sou fumadora muito activa, compulsiva até! Fumo há 8 anos (desde os 12) e acho que estes números dizem tudo. Já eu (o outro que também diz que escreve – risos), fumo desde os 14 e infelizmente sou actualmente aclamado de “chaminé-tossidora”.

cerca de um ano e meio que entrou em vigor a nova lei do tabaco. Sou contra e a favor desta lei. É tão bom quando se vai a algum restaurante ou café e se pode acender o cigarrinho para acompanhar o café. Para respeitar os não fumadores somos obrigados a ir lá para fora… perfeitamente compreensível, é tudo uma questão de hábito! É mau um não fumador ter de fumar ao lado de um que o faz – Há que haver respeito, mas caramba! Os passivos que nos respeitem também – Isso é liberdade, respeitar a dos outros.

NÃO entendo esta lei no domínio das escolas secundárias. Ter de ir para fora da escola só para fumar um cigarro?! Os intervalos são tão pequenos que mal dá para fumar na escola um cigarro inteiro, quanto mais ter de ir lá para fora! E quando chove? pois é, há que respeitar os não fumadores, mas para isso os fumadores perdem o respeito. Felizmente na universidade isto não acontece, mas falando em discotecas e afins, existem algumas que na sala “de chuto” há um completo e desconfortante efeito ruim de “estufa”. Noutras, como no Algarve, visto não serem diferenciados os locias de fumo, todos apanham com o mesmo – ‘Tá mal!

AO abrigo desta lei, nós fumadores subimos ao estatuto de quase criminosos!

MUDANDO o rumo desta crónica… Vamos pensar nas crianças. Faz-me confusão quando vejo os pais a fumarem ao pé das crianças. Parece que não se importam com os próprios filhos! Em Coimbra acontece-me frequentemente a situação de estar na paragem de autocarro, chegar a mãe com a(o) filha(o) e sentar a criança ao meu lado estando eu a fumar um cigarro. Sou eu que me levanto e me afasto da criança para esta não apanhar com o fumo! Ainda há também quem se ache muito “bonzinho” ao deixar de fumar quando se está á espera de um filho, mas após o nascimento deste, volta-se á mesma estupidez.

ACHO que esta a altura de relembrar alguns dos malefícios do tabaco:
     estima-se que por cada cigarro que se fuma diariamente perde-se um ano de vida (bem, eu fumo cerca de 30 cigarros por dia.. acho que morro amanhã!);
     lesões pulmonares, risco de cancro no pulmão, enfisema e de bronquite crónica;
     aumenta 2 a 4 vezes o risco de crise cardíaca, enfarte no miocárdio ou angina de peito;
     risco de tumor na laringe, da boca, língua e lábio, do esófago, dos rins, da bexiga e do pâncreas.

outra má notícia é o preço do tabaco. Como é possível o imposto do tabaco ser tanto que nos faz comprar um maço de tabaco a €3,30 no mínimo – 660 escudos!! No meu tempo um maço de Camel custava apenas 190$ (e ninguém me pedia BI)… aiiii que até dói! Num avião para os Açores, um maço de tabaco custa a módica quantia de cerca de um euro e pouco – Vejam só o imposto que o Governo mete nos bolsos. Há uma contradição suprema. Lei do tabaco contra o seu lucro para os cofre do Estado. Enfim…

NEM tudo são más notícias! Um estudo feito recentemente em Portugal aconselha os fumadores passivos a fumarem um cigarro por semana, pois estes apenas inspiram o fumo e não o expiram. Mas que grande teoria… é para as tabaqueiras lucrarem só mais um bocadinho!

Diogo Costa Leal & Bar0na. 09

Vá, vamos gerar discussão! Round 1, fight!

Dia das mentiras

Posted: 1 de Abril de 2009 by Dê Cê ÉL in Crónicas, Dia das mentiras, Dias mundiais, Opiniões

Hoje é assinalado este dia, o das mentiras, ou dos “bobos”. Crê-se que surgiu em França, em meados do século XVI, onde a comemoração do ano novo era feita de 25 de Março a 1 de Abril. Após isso passou a ser festejado a 1 de Janeiro mas os antigos seguidores continuavam a festejar na antiga data, pelo que os novos troçavam com isso mesmo, enviando àqueles prendas sarcásticas e marcando eventos que não existiam. Actualmente neste dia dizem-se muitas mentiras, o espirito insincero da humanidade vem mais ao de cima do que é costume. Nos noticiários fazem-se noticias falsas e posteriormente desmentidas; fazem-se chamadas telefónicas a amigos ou parentes com mentiras inocentes ou muitas vezes até de mau gosto, como dizer aos pais que se partiu um membro, o que geralmente os preocupa.

Pois e meus caros: O dia da verdade, será que também existe? Pois bem, sim e é comemorado (por poucos, é certo), dois dias depois do das mentiras, a 3 de Abril.

Poderemos interpretar tudo isto de uma forma metafórica. Se O dia das mentiras vem primeiro do que o da verdade, sendo que este vem no singular e que é oposto do primeiro, podemos afirmar e enquadrar aqui a máxima popular “a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima”, ou seja, a verdade é sempre descoberta, a mentira tem “perna curta” e apanha-se mais depressa “um mentiroso que um coxo”. Por fim, a diferença entre singular e plural equivale a dizer que por muitas mentiras que se profiram, a verdade é só uma, um dogma pragmático e factual.

Trocem muito, brinquem, preocupem, mas não se esqueçam: Quantos dias por ano mentimos e dizemos a verdade?! E se todos os mentirosos têm aquele amigo grilo falante, do filme célebre da Disney, onde a mentira é metaforica e alegóricamente traduzida. Talvez no mundo onde vivemos, cheio de ratos e homens, até mesmo este grilo minta, por influencias sociais. Quem sabe. É caso para se dizer que em Abril e na vida, “Águas mil”.

Diogo.Leal 2009