Archive for the ‘Conversas de café’ Category

ULTIMAMENTE, com amigos(as) tem surgido à conversa o tema “suicídio”.
NA sua opinião, o suicídio é algo lamentável; é uma acção egoísta e só mostra egocentrismo, isto é, na tentativa furtiva de encontrar um escape para a dor (psicológica principalmente), vai-se provocar dor a todos os que nos rodeiam e que gostam de nós.
ACHO que esta opinião sim é lamentável, pois é a opinião de toda a gente, é uma opinião globalizada, é uma opinião moral e eticamente correcta!
COM isto não estou a querer dizer que concordo com o suicídio ou algo parecido…
ACHO que é realmente egocentrico uma cto destes, mas não nos ensino a sociedade que só connosco podemos contar, que devemos seguir a nossa vida sem nos importarmos com o caminho que outros tomam (a não ser que nos aecte directamente)?!
QUEM nunca pensou que não merecia/queria viver? Acho que todos nós já pensámos isso pelo menos uma vez na vida!
NÃO concordo quem critica sem ter a rwal versão dos factos. De qualquer das maneiras, para uma pessoa acabar com a sua própria vida motivos não devem faltar, e só essa pessoa sabe a real versão dos factos.
CLARO que há pessoas que têm tendência para serem mais depressivas que outras… sinceramente só o é quem “quer”!
A depressão é uma “doença” nova, que afecta miudos e graúdos, que provém de uma deseducação da alma e personalidade.
SIM, já tive períodos menos bons! Sim, já pensei em suicídio, mais do que uma vez até! Mas sempre tive a “claridade” para encontrar uma solução, para ver ver o lado positivo (que muitas vezes não havia) da situação.
-que aprender a rir para a vida, pela vida e com a vida!
SE esta sociedade não fosse já por si tão mimada, estas psicoses globais hipocondreacas seriam em menor número concerteza. Mas pronto, depressão é a doença da moda, e torna-se difícil contrariar a tendência!
APRENDEMOS desde novos a ser materialistas e a pensar como a generalidade da sociedade, para nelas nos podermos inserir. Acabamos por nunca pensar pela nossa cabeça, pois são nos dirigidas regras que acatamos quase automaticamente; acatamo-la e tomamo-la como certa eticamente.
ESTAS questões de educação infantil acabam por nos comprometer já em adultos. Não desenvolvemos as capacidades que deveriamos ter desenvolvido; o livre-arbítrio que nos foi atribuído e que é uma das principais características da nossa personalidade, é totalmente corrompido, porque embora pensemos que estamos a pensar por nós mesmos, estamos a seguir uma linha de pensamento globalizada e controladora, que usa o simples “truque” de nos meter uma ideia/opinião na cabeça e fazer com que pensemos que fomos nós que a “criámos”.
QUERO com tudo isto explicar que à miníma desilusão na vida, muita gente chora , cai … voilá, fez-se a depressão!
ASSIM, tem-se vindo a assistir ao degredo do livre-arbítrio, e à super deseducação da personalidade… porque quando eu era pequena, se qeria uma coisa fazia por merecê-la: ajudava a minha mãe ou tirava boas notas ou arrumava o quarto… se eu tivesse nascido neste século (até pareço velha), se quisesse alguma coisa, faria uma birra!

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A minha primeira vez!!!

Posted: 1 de Agosto de 2009 by 4lordscorpio in Conversas de café

    Olá eu sou o Estrôncio e esta é a minha primeira vez, 1ª vez a escrever num blog!O que é que pensam!posso ser estrôncio mas não sou parvo.Nesta minha 1ª vez vou falar de uma coisa muito séria e importante.A Concentração Internacional de motas de Faroconcentração

    De 16 a 19 de julho deu-se a 28ª concentração internacional de motas em Faro.Falo-vos de um acontecimento que move massas em Faro e a caminho de Faro.É estranho, uma vez por ano as pessoas andam loucas para ver as motas e ouvir os seus motores a roncar para no resto do ano se queixarem do vizinho que vai trabalhar ás 7 da manhã e põe a mota a aquecer mesmo debaixo da janela do quarto deles.Olha porra é ali a porta da garagem, mas não é sobre isso que falo hoje, prefiro falar da agitação que se vive na cidade, os motores a roncar as estradas apinhadas de motas,as gentes da cidade atropelam-se na beira dos passeios por um lugar melhor, aquela proteção do passeio parece o lugar ideal,-Mesmo na curva!-pensa o miudo que puxa a mãe pelo braço, parece que puxa um camião pela força que faz.Mas lá se senta e observa os motociclistas nas suas manobras quando de repente – Olha mãe! Um cavalinho!-um motard leva a roda dianteira da mota para cima e percorre alguns metros com ela no ar.Está feliz o petiz, quem não está nada feliz é a sua mãe que tem de ir trabalhar e o raio do puto só quer ver motas.

       Mas é assim,generalizada, a loucura pelas motas e as suas acrobacias mirabolantes. Espanta-me ver como pessoas que nunca andaram numa mota, em 4 dias passam a adora-las. É certo que é bom para a cidade quer dizer para os patrões que enchem os bolsos nestes 4 dias de loucura, mas a cidade agradece e na 2ª feira já está tudo de volta ao normal; os restaurantes voltam a servir só almoços e jantares, acabam-se os lanches ajantarados e os almoços á hora do lanche. E é sobre isso que tenho especial interesse,passo a explicar, Faro, apesar de capital do distrito, é uma cidade pacata onde os dias se tornam rotineiros com a mesma velocidade que a poia de uma gaivota  te cai na camisa branca.As pessoas têm a sua vidinha naturalmente, trabalham, estão com os seus amigos e semelhantes em pacatos momentos na calmaria dos seus lares, ou num  qualquer espaço que o permita. Mas uma vez por ano(quer dizer duas,também temos a festa de passagem de ano,mas isso é assunto pra janeiro),as suas vidas sao invadidas por 4 dias pela adrenalina no seu estado mais puro.-Até parece que o motor tá a trabalhar dentro do coração mãe!-exclama o  garoto que, ainda sentado na proteção da curva, torra a paciência da mãe com comentários sobre os quais ela nao entende nada e ele parece já um perito experiente na matéria.

    É assim, muita loucura,muita adrenalina e muita mas mesmo muita cerveja.São aos milhares, os litros consumidos em tão pouco espaço de tempo,pelos cerca de 25 mil motard’s e respectivos penduras(mas nem todos trazem pendura atenção!) que todos os anos se encaminham em direçao ao sul da “Tuga” para pura e simplesmente se divertirem.Ás vezes acontecem azares,como os arranhões nos joelhos das brincadeiras na mata ou as cotoveladas que a malta leva quando anda ao pulos nos concertos e ás cambalhotas depois do show de strip ou outros azares que só aparecem  nove meses depois.Fora de brincadeiras temos de ter cuidado com as m***as que se fazem durante esses dias.

          Findo isso a cidade e as vidas que cá se passam, voltam à sua normal pacatez, as esplanadas continuam cheias mas já sem o rebuliço habitual dos dias de festa. As estradas acalmam ainda que o trafego tenha os seus períodos caóticos e  as pessoas voltam ás suas vidas pacatas de quem trabalha e vive para o turismo.

        A concentração é um grande espetáculo que agita a cidade e lhe traz um pouco de vida,mas deve ser curtida com todo o cuidado, já dizia a avó de um amigo meu -Precaução e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguem!!

Xau ai!

Por: O Estrôncio

Doutrinas fossilizadas

Posted: 15 de Junho de 2009 by Dê Cê ÉL in Conversas de café

                                                                                  dinossauros e humanos - Ciência               

                      Estava eu no meu Domingo sossegado, acendo a televisão e vejo um programa um tanto ou quanto interessante. Era no segundo canal e tratava-se da refutação á evolução. Deixem-me desde já dizer que sou completamente ligado às ciências, acreditando no senhor Darwin e inclusive noutros evolucionistas. Deixei de associar fé a Deus para conectá-la antes com a minha filosofia de vida. Tenho Fé em mim, não no que não existe. Sou um agnóstico estranho. Acredito que houve alguma coisa paranormal que criou isto tudo, apenas não o chamo por nenhum nome em especial, seja de três ou quatro letras. Acredito que o nosso universo é tão imenso e tão não finito para poder ter sempre existido. Acredito nesses aspectos todos, só não acredito que a vida foi criada em seis dias e que ao sétimo se descansou. É ridículo. Trabalho e folgo quando a vida assim o proporciona e não possíveis deuses todo-poderosos. Perdoem-me o meu pseudo-cepticismo, mas em todo o meu percurso de experiencias foram mais as vezes em que tive fé em mim do que nas ajudas da atmosfera omnisciente.

                Ora neste tal programa que eu estava a assistir, começavam por se ver palestras em que oradores proclamavam a criancinhas coisas desta índole: “Meus filhos, levante o dedo quem já ouviu falar em dinossauros e evolução (…) ” e todas as inocentes criaturas anuíam. “Vou vos dizer a todos algo que nunca irão esquecer: Vocês já ouviram com certeza falar que os cientistas afirmam que os dinossauros viveram já há muitos milhões de anos; que nós descendemos dos macacos, pois bem eu digo-vos o seguinte: Há algum ser vivo que vocês conheçam que tenha vivido eternamente? Os cientistas vivem eternamente? Nós vivemos para sempre? Não! Quem vive para sempre?!” e todas as criancinhas: “Deus!”. “Quem criou o sol e a Terra? Quem está sempre presente em todas as nossas vidas?”, jovens: “Deus!”. A jornalista que fazia parte da equipa de reportagem, felizmente, era das mesmas opiniões que eu e lá interpelava alguns dos ouvintes com “Acreditas na evolução?”, pelo que as respostas eram sempre iguais: “Não! Acredito na criação. Porque acredito na bíblia e que Deus foi o criador de tudo”. A jornalista irónica continuava com “ Então desaprovas quem acredita na evolução?”, “Não. Só acho que tiveram uma educação fraca nesse sentido (…) “, “… Ah! Então achas que sou uma pessoa mal formada…” – Dizias a jornalista americana. Os jovens negavam (na defensiva), dizendo que Deus é o responsável por tudo e pronto.Darwin Vs God

                Antes de mais – A bíblia é um romance excelente, nada mais. Talvez se tivesse sido criada hoje teria sido um best-seller, ou não. Fala de amor, crenças e histórias ligadas ao fantástico. Mas como a maioria das ficções das duas, uma: ou é um misto de pouca realidade com muita ficção ou meramente espertas invenções. Diz um desses oradores assim: “a palavra “avião”, sempre existiu? E “computador”?”. Amigo, e os vocábulos “Deus”, “religião”, “igreja” e afins, sempre existiram?! Tenham dó de mim. Vivemos num mundo que está em constante mudança, tanto climática, como económica ou biológica. Refutarem a evolução é como dizerem que um carro só serve para viajar e não para dormir ou outras coisas. Os seres vivos evoluem consoante as necessidades do meio em que estão. Pássaros de uma mesma espécie desenvolvem-se de maneiras diferentes consoante os lugares em que vivem. As andorinhas migram porquê?! Porque Deus fala com elas e diz-lhes que faz melhor tempo noutro sítio?! Não. Tem a ver com sobrevivência e reprodução. Os cientistas não mandam tiros em falso para o ar. Para isso servem as teorias, teses e teoremas. Há testes, pesquisas e muito trabalho. Foi com muitos anos de suor que se chegou á conclusão que dinossauros e outros seres viveram há milhões de anos. Jovens dizerem que há “partes da história que não são bem contadas” é certo. Mas também é certo que viemos todos da água, antes dos macacos ou gorilas. É certo que Plutão deixou de ser denominado “planeta”, tudo isto é verdade porque a ciência é mesmo assim: Variável. Há-de haver sempre uma enorme guerra entre igrejas e laboratórios. Mas não foram os cientistas que incendiaram pessoas vivas por dizerem que o planeta azul era redondo. Não são biólogos que são abolidores do uso do preservativo – É a igreja católica, que de maneira indirecta consegue ser a favor do HIV.

                Não sejam fundamentalistas ao ponto de persuadirem os outros com crenças estagnadas e imutáveis. A igreja é isso mesmo. Não questiona nada, só é feita de dogmas estúpidos. A religião não é o ópio do povo, é sim – O seu placebo.

Ontem assisti a um debate deveras interessante, sobre os direitos dos animais, mas nem tudo foi gratificante. De um lado estava um veterinário conceituado português e um licenciado em filosofia e activista dos direitos dos animais. Do lado oposto tinha-se um toureiro profissional e ao seu lado o Senhor pragmático Victor Hugo Cardinali, que diga-se: o seu carácter dá que falar, bom ou mau, não sei, o texto fala por si.

Gostei dos temas abordados, o sofrimento dos touros e o hipotético abusar dos animais em circos. Adorei a prestação do senhor activista, calando muitas vezes os outros dois no debate, afirmando que os animais sofriam dor como o ser humano, e que o simples facto de o touro continuar a lutar e não virar costas ao confronto, não implicava um “não sofrimento” e uma não dor. Ah e os cavalos também sofrem nesse tipo de eventos. Depressa o senhor domador Cardinali afirmava que tinha dois circos a funcionar em Lisboa e que o que tinha animais era o que mais lucrava, achei também peculiar graça a ele mencionar que trazia refeições próprias aos seus animais para não terem cólicas. Esquece-se é que eu já vi muitas vezes em circos – Chicotearem – os animas quando eles não obedecem aos seus donos e coisas do género. Não me venham dizer o contrário, que não acredito. Por fim falava-se que todos os ali presentes no debate gostavam à sua maneira dos animais, o que não questiono, sendo que como foi mencionado pelo senhor veterinário, os lutadores clandestinos com cães também gostam dos seus cães, ou pelo menos do dinheiro que angariam com eles. Os senhores das touradas podem tratar muito bem os seus bovinos até eles estarem prontos para o grande confronto, mas não duvido que só fazem para ele estar na máxima forma. E o facto de em algumas touradas e cortarem os cornos dos touros para não ferirem os toureiros e apanhadores? Para além de ser um espectáculo de mera  e bruta tortura de um animal, não é uma luta de igual para igual em circunstancia alguma. E os animais no circo, muito bem que nascem em cativeiro, mas o senhor cardinali deixaria de se interessar de uma forma muito rápida pelos mesmo as se tivesse mais lucro de outras formas e minha cara Maria ver, uma salva de palmas à tua citação – O circo du Soleil não tem um único animal para além do estúpido que nós somos, e faz furor em todo o planeta.

Para terminar só gostaria de dizer que não gostei dos temas a serem focados terem sido somente as touradas e os circos, pois existe também a morte e caça ilegal e por divertimento de animais em vias de extinção para fins meramente estéticos como é o caso de casacos de pele de focas ou utensílios com marfim de elefantes.

Cada vez mais sou da opinião de Mahatma Gandhi, quando diz que os povos de cada páis se vêem pela forma como tratam, bem ou mal, os seus animais. Digo tudo isto indignado e responsabilizo-me por cada palavra auferida, pois Amo todas espécies de animais e cada vez menos a nossa e porque também tenho dois cães, o Pipocas, um perdigueiro português que foi acolhido por mim de um caçador que não o alimentava decentemente e o pobre do animal tinha medo das balas e dos trovões quando o recebemos; a outra é a Luna, uma rafeira traçada com um pastor alemão, encontrada pela minha mãe recém-nascida e sub-nutrida, junto a um caixote do lixo – hoje é saudável e tem uma família.

Que deixem de abandonar os animais! Que deixem de os usar para fins lucrativos ou de luxuria! Pena longa aos ususpadores dos direitos dos animais e que lhes façam o mesmo que eles fazem aos nobres seres vivos, que sentem e vivem como qualquer outro – Como o Homo Sapiens. Sapiens.

[Fonte das imagens: Google]