Die Vertex-Runde
Meia-noite e um quarto. Dois olhos são abertos, outros dois se abrem depois. Eles não sabem o que fazem naquela planície onde notam que escasseia a comida e a água potável. Estão naquele lugar onde só existe uma modesta casa de madeira velha, mas bonita, rodeada de arbustos despidos sobre um solo macio. As estrelas inundam um céu de Inverno cheio de vento que uiva por sustos. Eles ouvem essa mistura sonora que é produto de ventanias misturadas com o ranger das janelas da mesma casa que ainda não conseguiram entrar.
- Onde estou?Ergh… Onde estamos…?
- Quem é você? É verdade, Ainda não consigo entender que local é este, onde estamos, porque é que o céu aqui parece tão turvo e preto demais?
- Não sei, será que nos drogaram?…
- Não entendo também, Mas espere aí! Foi Você! você é que me sequestrou! Leve-me de volta para o meu lugar!
- Calma! Não vês que estamos em pé de igualdade, achas que se eu fosse aqui o vilão do sitio, que estava exactamente no mesmo estado que o teu?! Olha para mim, olha para nós! Olha estes sacos verdes, (mostra-lhe os sacos que estavam no seu encalço), é comida e água. Alguém, vá-se lá saber porquê, mandou-nos para cá sem que déssemos conta. Sei tanto como tu, temos de ser racionais. Sinto-me zonzo… Já agora, como te chamas?Ah, trata-me por tu se faz favor.
- Ah… Ergh… Stephane…Stephane Lire…E… Tu?
- Bernarde, Bernarde Rubro… Acho que tens razão, ou pelo menos espero que sim. Seria rude pedir-te água?
- Claro! isto não é propriamente meu, não o trouxe, já cá estava… (passa-lhe uma garrafa que estava dentro de um dos sacos)… Espera… Deixa-me molhar um dedo… Sim, é mesmo água (Sorri-lhe)… Sabe-se lá, podia ser outra coisa…
- Obrigada…
Uma da manhã, duas, três, as horas passavam e aquelas duas pessoas estranhas àquele lugar e à situação não sabiam que mais fazer, andavam e andavam, nem sinal de uma vivalma…
Continua…
Dê-Cê-Éle

